A impressão deixa de ser regra para se tornar exceção nos processos administrativos.
Carmen Moreira Merlo
Assinaturas eletrônicas, computação em nuvem, sistemas de gestão eletrônica de documentos, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e, mais recentemente, a inteligência artificial estão transformando a forma como empresas e órgãos públicos produzem, compartilham e preservam informações.

Ainda assim, basta visitar muitos escritórios para perceber que o papel continua presente. O som das impressoras permanece no ambiente corporativo, e muitos profissionais ainda preferem ler, revisar, assinar ou fazer anotações no papel.
Afinal, onde há uma caneta, quase sempre haverá uma folha de papel.
Ao mesmo tempo, cresce o número de organizações que adotam processos totalmente digitais. Para elas, agilidade, segurança da informação e produtividade superam a necessidade do suporte físico. Enquanto algumas empresas mantêm modelos híbridos, outras caminham para um ambiente praticamente sem papel.
A tendência é de redução contínua das impressões ao longo dos próximos anos, cenário que já vem acontecendo. Documentos serão produzidos, assinados, compartilhados e armazenados digitalmente desde sua origem, enquanto a inteligência artificial tornará a gestão da informação ainda mais rápida e eficiente.

Há uma tendência clara: o papel deixará de ser protagonista para assumir uma função complementar, mas isso não significa o seu fim. Ele continuará presente em situações específicas e por preferência de muitas pessoas.
O futuro das organizações será definido não pela quantidade de documentos impressos, mas pela capacidade de administrar informações com inteligência, segurança e eficiência. Nesse cenário, o papel continuará existindo, não por obrigação, mas por escolha.


