Onde há uma caneta, quase sempre haverá uma folha de papel

A impressão deixa de ser regra para se tornar exceção nos processos administrativos.

 

Carmen Moreira Merlo

 

Por muitos anos, o som das impressoras marcou a rotina dos escritórios. A cultura do “imprimir, assinar e arquivar” dominava as organizações, e o papel era o principal suporte da informação.

Essa rotina, porém, está mudando. O consumo de papéis para impressão e escrita vem caindo no Brasil e no mundo. A impressão deixa de ser regra para se tornar exceção nos processos administrativos.

Assinaturas eletrônicas, computação em nuvem, sistemas de gestão eletrônica de documentos, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e, mais recentemente, a inteligência artificial estão transformando a forma como empresas e órgãos públicos produzem, compartilham e preservam informações.

Ainda assim, basta visitar muitos escritórios para perceber que o papel continua presente. O som das impressoras permanece no ambiente corporativo, e muitos profissionais ainda preferem ler, revisar, assinar ou fazer anotações no papel.

 

Afinal, onde há uma caneta, quase sempre haverá uma folha de papel.

 

Ao mesmo tempo, cresce o número de organizações que adotam processos totalmente digitais. Para elas, agilidade, segurança da informação e produtividade superam a necessidade do suporte físico. Enquanto algumas empresas mantêm modelos híbridos, outras caminham para um ambiente praticamente sem papel.

A tendência é de redução contínua das impressões ao longo dos próximos anos, cenário que já vem acontecendo. Documentos serão produzidos, assinados, compartilhados e armazenados digitalmente desde sua origem, enquanto a inteligência artificial tornará a gestão da informação ainda mais rápida e eficiente.

Há uma tendência clara: o papel deixará de ser protagonista para assumir uma função complementar, mas isso não significa o seu fim. Ele continuará presente em situações específicas e por preferência de muitas pessoas.

O futuro das organizações será definido não pela quantidade de documentos impressos, mas pela capacidade de administrar informações com inteligência, segurança e eficiência. Nesse cenário, o papel continuará existindo, não por obrigação, mas por escolha.

Site GZH: https://gauchazh.clicrbs.com.br/passo-fundo/geral/noticia/2026/07/onde-ha-uma-caneta-quase-sempre-havera-uma-folha-de-papel-cms3a2ikm003q014pme1vcxjm.html

 

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